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terça-feira, 26 de abril de 2011

(...)


Tudo o que eu escrevo,
 Tudo o que copio de pagina da internet,
 Tudo o que sinto,
Tudo o que penso,
Depende da música que escuto...

Isso é meio maluco, meio estúpido, mas é verdade. 

A maluquice, a estupidez, e a verdade fazem parte vida.

Eu amo Música, mas nunca soube tocar nenhum um berimbau ( não é preconceito contra os baianos, mas eu já tentei tocar, e não consegui), e olhe que eu já tentei, minha vocação é ouvir e interpretar, isso sim!!!!! 


Posso ouvir uma musica milhões de vezes em um dia e não me canso da canção.

Esses dias vieram me falar algo assim: “Li seu blog, o que ta acontecendo com você? seus textos mostram que você ta, sei lá... Perdida. Tá tudo muito depressivo. Aí eu respondi essa é intenção!

Sabe por quê? Por que é na melancolia da vida que eu produzo mais ( Essa frase não é minha, é de algum poeta ou filosofo que eu esqueci o nome). 

Não sei se vocês perceberam, Mas as pessoas que sofrem, ou sofreram alguma desilusão na vida, e tem a coragem de contar isso seja como for, são as pessoas que mais nos tocam, elas transmitem com uma intensidade tão grande os sentimentos em si existentes que tudo que é exposto apesar de triste é bonito.

Eu gosto da melancolia, das noites de chuva e frio, gosto de musicas tristes, como eu gosto dos dias de sol e calor, das musicas agitadas. Tristeza e felicidade fazem parte da vida. E eu sempre escrevi sobre os dois direta ou indiretamente.

KésaiThayza

Oração



...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.

sábado, 23 de abril de 2011

Fragmentos disso que chamamos de "minha vida"

Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sobre a Força



Minha força está na solidão. 
Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas,
pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

terça-feira, 19 de abril de 2011

Talking to The Moon

At night when the stars
light up my room
I sit by myself
Talking to the Moon
Try to get to You
In hopes you're on
the other side
Talking to me too
Or am I a fool
who sits alone
Talking to the moon
Bruno Mras
Talking to the moon

Lindaaaa Música do Bruno Mras, vc's podem ouvir ela no play list do meu blog, ele tá logo abaixo do meu perfil, logo awe na barra lateral. Valew Letícia por me apresentar ao Sr. Bruno Mras.

Chuva




Chove. Que fiz eu da vida ?
 
 
Chove. Que fiz eu da vida? 
Fiz o que ela fez de mim... 
De pensada, mal vivida... 

Triste de quem é assim! 
Numa angústia sem remédio 
Tenho febre na alma, e, ao ser, 
Tenho saudade, entre o tédio, 
Só do que nunca quis ter...  

Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos 
De mim, estou de mim partido. 
Se ao menos chovesse menos! 
  
 
F.Pessoa, 23-10-1931

=|



Oh the truth hurts
And lies worse
How can I give anymore
When I love you a little less than before.

Broken Strings 

(James Morrison)

(♥)




Tarde de chuva e a procura de um motivo pra me reconstruir mais uma vez,
É assim que tem sido há algum tempo. Todo o dia eu brinco de tentar ser uma nova pessoa com novos sonhos, mais o problema é que nessa brincadeira de me reinventar a cada 24 horas eu acabei me perdendo, e lhe perdendo também, se é que algum dia eu lhe tive e pude dizer que realmente você era meu. Perder você não foi a pior coisa, agora me perder  tentando esquecer sim.
 Uma vez eu escutei um amigo dizer a seguinte frase “Partir dói, esperar dói, mas não saber para onde ir dói mais ainda”

KésiaThayza♥.
Ao som de I'm Your's
Jason Mraz

(....)




Não queria, desde o começo eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido – e seria preciso reestruturar verdades, seria preciso ir construindo tudo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder. Mas no meio da fuga, você aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou.Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. A noite ultrapassou a si mesma, encontrou a madrugada, se desfez em manhã, em dia claro, em tarde verde, em anoitecer e em noite outra vez. Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto
. Caio Fernando Abreu .
 
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